9/7 – Dia Nacional de Alerta Contra a Insuficiência Cardíaca 2026

O Dia Nacional de Alerta Contra a Insuficiência Cardíaca foi criado em 2018 durante a realização do 73º Congresso Brasileiro de Cardiologia. A data, 9 de julho, homenageia o nascimento de Carlos Chagas, em 1879, descobridor da Doença de Chagas, condição que pode provocar o problema.
Além de atingir cerca de 6 milhões de brasileiros, a Insuficiência Cardíaca (IC) é uma das principais causas de internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente entre pessoas acima dos 60 anos.
A enfermidade reduz a expectativa de vida – após o diagnóstico, cerca de 50% dos pacientes podem morrer em até 5 anos e dos que tem sintomas mais graves, 50% podem morrer após um ano. Porém, quando o tratamento adequado é instituído pode haver reversão deste quadro.
A IC, comumente conhecida como a doença do coração fraco, é o resultado comum de problemas cardíacos que levam em conta fatores ambientais e genéticos. Ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear o sangue para o organismo de forma adequada.
Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença, estão:
– Hipertensão;
– Diabetes;
– Tabagismo;
– Altos níveis de gordura no sangue;
– Falta de exercício físico;
– Problemas nas válvulas do coração (que podem ser causados por desgaste ou inflamação);
– Condições presentes desde o nascimento;
– Consumo excessivo de álcool;
– Fatores genéticos;
– Doenças autoimunes;
– Inflamações (em mulheres, especialmente após o parto);
– Exposição a substâncias tóxicas (como tratamentos contra o câncer, medicamentos para emagrecimento e estimulantes);
– Infecções (geralmente de origem viral ou causadas por parasitas, como o Trypanosoma cruzi, responsável pela doença de Chagas).
Esses fatores podem levar ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca, de forma direta, por meio de alterações cardiovasculares, ou indireta, como infecções, doenças autoimunes e fatores genéticos.
Sintomas:
A doença pode se desenvolver gradualmente e os sinais variam de pessoa para pessoa. Os mais comuns, são:
– Falta de ar: pode ocorrer durante a atividade física, ao deitar-se ou mesmo em repouso;
– Fadiga: sensação de cansaço e falta de energia;
– Inchaço: pode afetar os tornozelos, pernas, abdômen e, em casos mais graves, os pulmões, causando dificuldade respiratória;
– Ganho de peso inexplicado: reação ocasionada por retenção de líquido;
– Tosse persistente: ocorre quando o acúmulo de líquido nos pulmões causa irritação nas vias aéreas;
– Batimentos cardíacos irregulares: arritmias cardíacas, como a fibrilação atrial, são mais comuns e podem causar palpitações e tonturas;
– Dificuldade de concentração: a insuficiência cardíaca pode reduzir o fluxo sanguíneo para o cérebro, causando confusão mental.
Tratamento:
Devido ao acúmulo de líquido nos pulmões e no corpo, os pacientes sintomáticos recebem diuréticos, medicamentos que atuam no rim, e orientações para restringir a ingestão de sal e líquidos, o que pode reduzir os sintomas. Além disso, a atividade física orientada é incentivada, pois melhora a qualidade de vida e a tolerância ao exercício, sendo uma parte importante do tratamento.
Atualmente, existem remédios que podem auxiliar na melhora da função cardíaca e estabilizar a condição. Em casos específicos, pode ser considerado o uso de marca-passo biventricular para melhorar a coordenação da contração cardíaca e o cardiodesfibrilador implantável para reduzir o risco de arritmias (alterações nos batimentos).
Procedimentos cirúrgicos, como a correção de cardiopatias congênitas, revascularização miocárdica e a substituição de válvulas cardíacas, podem ser necessários em situações específicas.
Para pacientes que não respondem ao tratamento clínico, o transplante cardíaco é uma opção que melhora a qualidade de vida. Por fim, dispositivos de assistência circulatória mecânica, como ventrículos artificiais, podem ser usados temporariamente para apoiar o coração enquanto se aguarda um transplante.
Prevenção:
Prevenir os fatores de risco cardiovasculares é fundamental para reduzir o desenvolvimento da insuficiência cardíaca, incluindo o controle adequado da hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia, tabagismo e sedentarismo.
Outras medidas que podem ajudar a evitar o problema incluem ações de melhoria das condições de higiene e de moradia, que objetivam diminuir a incidência da doença reumática e da Doença de Chagas; redução da ingestão de álcool; acompanhamento adequado de familiares de pacientes com insuficiência cardíaca de causa indeterminada e de pacientes que utilizam alguns tipos de quimioterápicos.
Fontes:
Imagem: Servier
Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Maranhão
Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo
