“Do Estigma à Força” : 25/6 – Dia Mundial do Vitiligo 2026


O Dia Mundial do Vitiligo, comemorado atualmente em 25 de junho, teve início como uma data nacional em Chandigarh, Índia, sendo celebrado em 19 de maio até 2015. Paralelamente, em Lagos, Nigéria, Ogo Maduewesi, fundadora e presidente da Vitiligo Support and Awareness Foundation (VITSAF), organizou o “Purple Fun Day”, realizado em 25 de junho de 2011, em homenagem a Michael Jackson, morto nesta data em 2009, e sua batalha contra o vitiligo.

Yan Valle, da Vitiligo Research Foundation (VRF), em Nova York (EUA), também incentivou a criação de um dia dedicado à conscientização sobre o problema e graças a essas iniciativas visionárias foram lançadas as sementes de um movimento global que objetiva promover a conscientização e o reconhecimento em relação ao bullying, à negligência social, aos traumas psicológicos e à condição de deficiência que afeta milhões de pessoas com a condição, desmistificando crenças como a de que a doença seria uma “maldição divina”.

A campanha é considerada hoje um dos maiores eventos em saúde de iniciativa popular do planeta.

Em 2026, as ações do Dia Mundial ocorrem de 25 a 28 de junho e sob o tema “Do Estigma à Força”, a comunidade global de vitiligo se une em seu berço espiritual (Chandigarh, Índia), para compartilhar conhecimento, oferecer capacitação e apoio emocional, e traçar juntos um caminho rumo a um cuidado melhor.


O vitiligo é um transtorno dermatológico caracterizado pela inibição ou destruição dos melanócitos – as células responsáveis pela produção de melanina (pigmento que dá cor à pele) – resultando em manchas esbranquiçadas pela superfície do corpo, provocadas pela falta de pigmentação.

Suas causas ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao seu surgimento. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que o desencadeiam ou agravam.

O vitiligo pode ser classificado em dois tipos:

Segmentar ou unilateral: manifesta-se apenas em uma parte do corpo, normalmente quando o paciente ainda é jovem. Pelos e cabelos também podem perder a coloração.

Não segmentar ou bilateral: é o tipo mais comum; manifesta-se nos dois lados do corpo, por exemplo, duas mãos, dois pés, dois joelhos. Em geral, as manchas surgem em extremidades como mãos, pés, nariz e boca. A doença ocorre em ciclos, durante toda a vida, com períodos de desenvolvimento das lesões e de estagnação. Com o passar do tempo, a duração dos ciclos e as áreas despigmentadas tendem a se tornar maiores.


Sinais:

A maioria das pessoas com vitiligo não manifesta qualquer sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele. Em alguns casos, relatam sentir sensibilidade e dor na área afetada.


Tratamento:

É importante ressaltar que o vitiligo é uma doença benigna cujos efeitos são unicamente de ordem estética, e que há casos de regressão espontânea. Caso o paciente opte por tratamento, existem algumas opções, como substâncias para uso tópico e terapia por luz, chamada de fototerapia, que pode ser feita com ultravioleta A ou com ultravioleta B. Lembrando que o médico dermatologista é o profissional que deve acompanhá-lo.

Apesar da eficácia, o tratamento fototerápico é demorado: às vezes, requer de 50 a 60 sessões, numa frequência de duas a três por semana. Um sinal de melhora da doença é o surgimento de pequenas “ilhotas” de pigmentação no centro das manchas. Assim como a radiação solar, a fototerapia pode propiciar o aparecimento de sardas e manchas; tratamentos prolongados por anos às vezes desencadeiam câncer de pele. Nos passeios à praia ou à piscina, deve-se usar filtro solar, tanto para evitar queimaduras quanto para impedir o bronzeamento da pele ao redor das manchas, o que acentuaria o contraste da despigmentação.

Algumas pessoas acometidas e que preferem não fazer tratamentos médicos disfarçam os sinais utilizando maquiagens próprias para a finalidade: são cosméticos à prova d’água e com colorações muito próximas às da pele normal.

Salienta-se que mesmo sendo uma condição benigna, viver com vitiligo pode ser desafiador, não apenas devido aos aspectos físicos da condição, mas também pelo estigma social a ela associado. As manchas na pele podem desencadear sentimentos de baixa autoestima, ansiedade e depressão, especialmente em sociedades onde a aparência física é altamente valorizada. Por isso, em alguns casos, recomenda-se o acompanhamento psicológico, por ter efeitos bastante positivos nos resultados do tratamento.


Prevenção:

Não existem formas de prevenir o vitiligo. Pacientes com o problema devem evitar os fatores que possam propiciar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes, tais como: evitar roupas apertadas ou que provoquem atrito ou pressão sobre a pele; diminuir a exposição solar e controlar o estresse.


Fontes:

Conselho Regional de Enfermagem do Paraná
Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein
Sociedade Brasileira de Dermatologia
Vitiligo Research Foundation
World Vitiligo Day

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