Mês Mundial do Alzheimer “Quanto mais cedo você souber, mais poderá fazer: o diagnóstico de demência faz a diferença”



A campanha do ‘Mês Mundial do Alzheimer’, que ocorre anualmente em setembro há 15 anos, é promovida pela Alzheimer Disease International (ADI), com o objetivo de aumentar a tão necessária conscientização e desafiar o estigma e a desinformação que ainda envolvem a demência.

Em 2026, o foco do movimento é enfrentar o estigma e a discriminação persistentes em relação à demência, destacando a questão crucial e oportuna do diagnóstico precoce, sob o tema: “Quanto mais cedo você souber, mais poderá fazer: o diagnóstico de demência faz a diferença”.


Estatísticas:

– Mais de 55 Milhões de pessoas em todo o mundo vivem com demência;
– No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência;
– A cada 3 segundos uma pessoa desenvolve demência ;
– Prevê-se que o número de pessoas vivendo com demência aumente drasticamente para 78 milhões até 2030 e para 139 milhões até 2050;
– A demência será a terceira principal causa de morte em nível global até 2040;
– O impacto econômico da demência é de US$ 1,3 trilhão por ano, um valor que mais do que dobrará até 2030;
– 88% das pessoas que vivem com demência relatam sofrer discriminação;
– Mais de 90% dos cuidadores e dos entrevistados do público geral afirmaram que se sentiriam incentivados a buscar um diagnóstico caso houvesse um tratamento modificador disponível;
– Mais de 80% do público em geral acredita que pode mudar o apoio oferecido a pessoas com demência por meio do voto;
– Mais de 50% dos cuidadores em todo o mundo relatam que sua saúde foi prejudicada em decorrência das responsabilidades de cuidado, mesmo expressando sentimentos positivos em relação ao seu papel;
– 50% dos custos relacionados à demência referem-se ao cuidado informal;
– Globalmente, o número anual de horas de cuidado informal não remunerado prestado a pessoas com demência que vivem em casa equivale ao trabalho de 67 milhões de profissionais em tempo integral;
– As mulheres são as que mais prestam cuidados a pessoas com demência, tanto profissionalmente quanto de forma informal, sendo elas cerca de dois terços de todos os cuidadores principais;
– Esse índice é significativamente mais alto em países de baixa e média renda (PBMR) — regiões que concentrarão 71% da prevalência global de demência até 2050. Dois terços das pessoas que vivem com demência são mulheres;
– Nos PBMR, 90% dos cuidados prestados a essas pessoas ocorrem no ambiente doméstico.


Conscientização sobre a demência:

– Quase 80% do público geral preocupam-se em desenvolver demência, e uma em cada quatro pessoas acredita que não há nada que se possa fazer para preveni-la;
– 35% dos cuidadores em todo o mundo afirmaram ter ocultado o diagnóstico de demência de um familiar;
– 46% das pessoas que vivem com demência e dos cuidadores apontaram o medo do diagnóstico e o estigma como barreiras para o diagnóstico;
– Uma em cada quatro pessoas do público em geral acredita que nada pode ser feito para prevenir a demência; no entanto, pesquisas mostram que, ao abordar 14 fatores de risco modificáveis, até 45% dos casos poderiam ser postergados ou até mesmo prevenidos;
– 65% dos profissionais de saúde e assistência acreditam, erroneamente, que a demência é parte normal do envelhecimento;
– A baixa conscientização, juntamente com o estigma e a discriminação, pode impedir ou retardar a busca de orientação médica por parte de indivíduos preocupados com a demência. Um diagnóstico preciso de Alzheimer ou demência pode abrir caminho para opções de tratamento, cuidados e suporte, além de oferecer assistência para que as pessoas diagnosticadas vivam de forma independente pelo maior tempo possível;
– Estima-se que 55 milhões de pessoas vivam com demência em todo o mundo; no entanto, muitas delas não possuem um diagnóstico formal. Um diagnóstico preciso pode melhorar o acesso a tratamento, cuidados e suporte, permitindo que as pessoas diagnosticadas vivam de forma independente pelo maior tempo possível. Contudo, 85% das pessoas que vivem com demência não recebem suporte após o diagnóstico;
– Os governos têm a oportunidade e a responsabilidade de aumentar drasticamente a conscientização, a detecção e o diagnóstico da demência, cumprindo as metas do Plano de Ação Global sobre Demência da Organização Mundial da Saúde (OMS).


O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e ainda sem cura que afeta, majoritariamente, pessoas acima de 65 anos de idade, impactando a memória, a linguagem e a percepção do mundo. Provoca alterações no comportamento, na personalidade e no humor.

A Doença de Alzheimer e outras demências causam perda de memória e outros sintomas significativos que interferem na vida diária das pessoas. Esses sintomas não são naturais do envelhecimento, destacando-se:

– Problemas para completar tarefas que antes eram fáceis;
– Dificuldades para a resolução de problemas.
– Mudanças no humor ou na personalidade; afastamento de amigos e familiares.
– Problemas com a comunicação, tanto escrita como falada.
– Confusão sobre locais, pessoas e eventos.
– Alterações visuais, como problemas para entender imagens.

A doença é progressiva e os sintomas podem ser divididos em três “fases”:

Leve: falhas de memória e esquecimentos constantes; dificuldades em realizar tarefas complexas (como cuidar das finanças);
Moderada: o paciente já necessita de ajuda para realizar tarefas simples, como se vestir;
Avançada: o paciente necessita de auxílio para realizar qualquer atividade, como comer, tomar banho e outros cuidados de higiene.


Dez sinais de alerta para o Alzheimer:

– Problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho;
– Dificuldade para realizar tarefas habituais;
– Dificuldade para comunicar-se;
– Desorientação no tempo e no espaço;
– Diminuição da capacidade de juízo e de crítica;
– Dificuldade de raciocínio;
– Colocar coisas no lugar errado, muito frequentemente;
– Alterações frequentes do humor e do comportamento;
– Mudanças na personalidade;
– Perda da iniciativa para fazer as coisas.


Fatores de risco:

Existem diversos fatores relacionados ao desenvolvimento da demência – alguns modificáveis, outros não. Ter membros da família com a doença, variações genéticas e aumento da idade, são fatores de risco não modificáveis.

Obs.: Embora a idade tenha influência no risco de surgimento da doença, a demência não é considerada parte normal do envelhecimento.


Tratamento:

Apesar de ainda não haver cura para o Alzheimer, existem opções para tratá-la: medicamentos (disponíveis nas farmácias do SUS), reabilitação cognitiva, terapia ocupacional, controle de pressão alta, diabetes e colesterol, além de atividade física regular podem ajudar a manter a qualidade de vida por mais tempo.


Prevenção:

– Ter uma vida ativa e com objetivos;
– Praticar atividade física regular por pelo menos 150 minutos por semana;
– Controlar os fatores de risco cardiovascular, como hipertensão e diabetes;
– Procurar estudar e adquirir conhecimento;
– Trabalhar a capacidade de concentração;
– Dormir bem.


No Brasil, a campanha do Mês Mundial é liderada pela Federação Brasileira das Associações de Alzheimer (Febraz) e é chamada de “Setembro Lilás”.

Com foco no tema da campanha de 2026, a Febraz chama a atenção para a necessidade de que o Alzheimer seja diagnosticado mais cedo. Ter conhecimento da condição permite abrir caminhos para tratamento, cuidado, planejamento e qualidade de vida. Por isso:

– Perda de memória e outras mudanças cognitivas não devem ser tratadas como parte natural do aumento da idade;
– O medo não pode atrasar o cuidado;
– Evitar o diagnóstico pode adiar a orientação, o apoio, o tratamento e o planejamento;
– A ciência está avançando e novas terapias, exames e pesquisas reforçam a importância de identificar a doença nos estágios iniciais;
– Saber no início muda o caminho e quanto mais cedo a doença é identificada maiores são as possibilidades de cuidado e qualidade de vida;
– A partir de um diagnóstico precoce abrem-se possibilidades de tratamento, reabilitação e apoio psicossocial. Tudo começa pelo reconhecimento da condição.


Fontes:

Alzheimer Disease International (ADI)
Associação Brasileira de Alzheimer
Federação Brasileira das Associações de Alzheimer (Febraz)
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

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