“Unir para virar o jogo” : 25/7 – Dia Mundial de Prevenção do Afogamento 2026

Em 2021, a Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu a prevenção de afogamentos como uma prioridade global e declarou o dia 25 de julho como o Dia Mundial de Prevenção de Afogamentos.
Este evento global de conscientização serve como uma oportunidade para destacar o impacto trágico e profundo do afogamento em famílias e comunidades e para oferecer soluções que salvam vidas e o previnem.
Estima-se que 236.000 pessoas morram afogadas todos os anos, e o afogamento está entre as dez principais causas de morte de crianças de 5 a 14 anos. Mais de 90% dessas mortes ocorrem em rios, lagos, poços, reservatórios de água domésticos e piscinas em países de baixa e média renda, sendo as crianças e os adolescentes em áreas rurais os mais afetados.
No Brasil, ocorrem cerca de 16 mortes diárias por afogamento (uma a cada 90 minutos), segundo levantamentos da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa).
Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2010 e 2023, o país registrou um total de 71.663 mortes por afogamento. Os maiores envolvidos nesse tipo de acidente são crianças e adolescentes. No período analisado, 12.662 casos (17,7%) ocorreram entre adolescentes de 10 a 19 anos e 5.878 (8,2%) tiveram como vítimas crianças de 1 a 4 anos.
No que se refere às internações hospitalares, entre 2010 e 2023, foram registrados 11.197 casos relacionados a afogamentos. Quase 30% das ocorrências – um total de 3.072 –envolveram crianças e adolescentes de até 14 anos; e mais da metade dessas ocorrências (51% delas) ocorreu com crianças de 1 a 4 anos, evidenciando a grande vulnerabilidade dessa faixa etária. Os números reforçam a necessidade de adotar medidas preventivas e de conscientização para reduzir o risco de acidentes.
Desde o ano 2000, a taxa de afogamentos no mundo caiu 38%. No entanto, a cada hora, 30 pessoas continuam morrendo. As evidências são claras, as ferramentas existem e as estratégias são comprovadas. Agora, é necessária solidariedade em grande escala. Neste ano, os olhares se voltam para a origem do problema — para as ações que salvam vidas muito antes de o perigo chegar — e todos são convocados a reconhecer e a desempenhar seu papel.
Muitas vezes, pensa-se que salvar uma vida significa reagir ao perigo. No caso de afogamentos, a verdadeira oportunidade reside em salvar vidas antes mesmo que o perigo surja. Prevenir afogamentos não é responsabilidade de uma única pessoa, profissão ou setor; ela depende de ações conjuntas envolvendo comunidades, locais de trabalho e governos — muito antes de uma emergência se concretizar.
É uma tarefa que exige a participação de todos. Quando há união para prevenir afogamentos, os benefícios se propagam, resultando em maior sobrevivência infantil, meios de subsistência mais seguros, comunidades mais resilientes ao clima e economias mais saudáveis.
A campanha deste ano é um chamado a pais, trabalhadores, educadores, reguladores e vizinhos para que reconheçam o papel que podem desempenhar e ajam em conjunto.
A iniciativa baseia-se na Estratégia Global para a Prevenção do Afogamento (documento em inglês), unindo todos os atores em torno de um objetivo global comum: mudar o cenário dos afogamentos e reduzir em 35% as mortes por essa causa até 2035.
Prevenção: o que as pessoas podem fazer para evitar afogamentos?
– Aprender a nadar: aulas de natação salvam vidas;
– Supervisionar as crianças: nunca deixá-las sozinhas perto da água, mesmo que por um instante;
– Não consumir álcool perto de água: manter-se alerta e vigilante;
– Estar atento ao ambiente: sempre verificar as condições meteorológicas e da água antes de nadar ou navegar. Manter-se informado e seguro;
– Usar equipamentos de segurança: certificar-se de que os coletes salva-vidas estejam disponíveis e sejam usados corretamente durante a navegação. O acesso a equipamentos de segurança pode fazer uma diferença crucial;
– Evitar deixar brinquedos e outros objetos atrativos próximos à piscina e reservatórios de água;
– Proteger piscinas, poços e reservatórios com barreiras que impeçam o acesso à água;
– Evitar brincadeiras inadequadas na água como corridas, empurrões e saltos;
– Observar e respeitar as sinalizações em praias, rios e lagos que indiquem áreas com alto risco de afogamento;
– Evitar nadar em áreas profundas, de profundidade desconhecida ou distantes da margem;
– Não entrar na água durante condições desfavoráveis, como tempestades, raios, trovões, ventanias ou quando o mar estiver agitado.
Em caso de acidentes, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) deve ser acionado pelo número 192 para garantir uma resposta especializada.
Neste 25 de julho, o Canal Futura dedica uma edição especial do programa Conexão ao tema dos afogamentos. A reportagem, que vai ao ar nesta sexta-feira (24), reúne especialistas, guarda-vidas e sobreviventes para discutir como informação e prevenção podem salvar vidas.
Com o tema “Educar para não se afogar”, o programa aborda situações comuns em praias, rios e piscinas, mostrando quais cuidados podem evitar acidentes e quais procedimentos devem ser adotados em casos de emergência.
Fontes:
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa)
