20/3 – Dia Nacional de Atenção à Disfagia 2026


 

O Dia Nacional de Atenção à Disfagia é celebrado em 20 de março, data de assinatura, em 2010, da Resolução nº 383, do Conselho Federal de Fonoaudiologia, que dispõe sobre a regulamentação da atuação do profissional fonoaudiólogo em disfagia.

O movimento tem como objetivo conscientizar a sociedade e os profissionais de saúde sobre essa condição, além de alertar sobre os sintomas.

 

A disfagia é uma alteração no ato de deglutir (engolir) os alimentos, líquidos ou a própria saliva.

 

Grupos de risco para o desenvolvimento de disfagia:

– Idosos acima de 60 anos e com alterações musculares importantes;
– Pessoas com câncer de cabeça e pescoço ou vítimas de traumas nessa região;
– Pessoas com doenças neurológicas como: Doença de Parkinson, Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou demências (como Alzheimer) e outras;
– Doenças do esôfago;
– Crianças prematuras;
– Pessoas com síndromes congênitas (Síndrome de Down, Paralisia Cerebral, e outras).

 

Sinais de alerta para disfagia:

– Dificuldade em mastigar os alimentos, preferindo os de consistência modificada – amassados e/ou liquidificados;
– Dificuldade em levar o alimento com a língua para a parte de trás da boca;
– Tosse e/ou engasgo na hora de beber ou comer, escape do alimento para fora da boca;
– Sensação de alimento preso ou parado na garganta;
– Histórico de pneumonia recorrente;
– Recusa alimentar com perda de peso a curto/médio prazo;
– Tempo de refeição aumentado e/ou diminuído;
– Fadiga ou cansaço ao se alimentar.

 

Tratamento:

O manejo da disfagia objetiva garantir a nutrição adequada, evitar desidratação e prevenir complicações graves como a pneumonia aspirativa (broncoaspiração).

O cuidado adequado inclui a participação de diversos profissionais de saúde, como fonoaudiólogo, médico, nutricionista, fisioterapeuta, etc. O tratamento engloba:

– Exercícios de reabilitação com fonoaudiólogo (profissional fundamental para realizar a avaliação e reabilitação da deglutição);
– Mudanças na dieta e na consistência dos alimentos (pastosa ou semissólida);
– Medicações para tratar condições de base.

 

Importante: É preciso cuidado com a administração de medicamentos! Pacientes com disfagia podem ter dificuldade de deglutir comprimidos e/ou cápsulas inteiros. Como alternativa, esses medicamentos podem ser partidos ou macerados para facilitar sua deglutição pelo paciente.

Porém, nem todos os medicamentos podem ser macerados, pois existem comprimidos que, se macerados, podem perder seu efeito terapêutico. A equipe de saúde deve orientar a possível substituição de comprimidos ou cápsulas por uma apresentação líquida ou, ainda, se é possível a manipulação.

 

Fontes:

Conselho Regional de Fonoaudiologia – 1ª Região
Hospital Sírio-Libanês
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia
Sociedade de Ensino Superior da Paraíba (Uniesp)

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