4/3 – Dia Internacional de Conscientização sobre o Papilomavírus Humano (HPV)


 

Em todo o mundo, a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) causa quase meio milhão de mortes por ano, a maioria delas evitáveis. Alarmantemente, o conhecimento público sobre o HPV e as doenças que ele causa é muito baixo e, consequentemente, muitas pessoas desconhecem como proteger sua saúde.

Para abordar esse problema significativo, em 2018, a International Papillomavirus Society (IPVS) criou a campanha “Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV”. Com uma rede de mais de 155 organizações parceiras oficiais em 60 países, são implementadas atividades localmente, adaptando e utilizando os recursos da campanha, baseados em evidências, traduzidos e revisados ​​por pares, para aumentar a conscientização sobre o HPV em suas comunidades.

Ao capacitar indivíduos e a sociedade com o conhecimento necessário para tomar medidas eficazes, é possível reduzir os danos causados ​​pelo papilomavírus, salvando muitas vidas a cada ano.

 

O movimento adota o tema “Uma Preocupação a Menos” como forma de comunicar que, em um mundo incerto e turbulento, com muitas preocupações fora do controle pessoal, o HPV é algo que pode ser combatido – já se tem as ferramentas para preveni-lo e isso significa uma preocupação a menos no âmbito pessoal. Trabalhando juntos, é possível vencer o HPV e reduzir a incidência global de câncer em cerca de 5%.

 

HPV é o nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de duzentos tipos diferentes – ao menos 14 são considerados de alto risco para o desenvolvimento de câncer. A infecção pode provocar a formação de verrugas na pele e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer de colo do útero e do pênis; as de baixo risco não são relacionadas ao desenvolvimento de câncer.

 

Transmissão:

A transmissão se dá predominantemente por via sexual, mas existe a possibilidade de transmissão vertical (da mãe para o feto), através da saliva, de autoinfecção e de infecção por perfuração ou corte com objetos contaminados pelo HPV.

 

Sintomas:

A infecção causada pelo HPV pode não apresentar sintomas ou provocar o aparecimento de verrugas com aspecto parecido ao de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas. Se a alteração nos genitais for discreta, será percebida apenas por exames específicos. Se forem mais graves, as células infectadas pelo vírus podem perder o controle natural sobre o processo de multiplicação, invadir os tecidos vizinhos e formar um tumor maligno como o câncer do colo do útero e do pênis.

 

Diagnóstico:

Por causa das características anatômicas dos órgãos sexuais masculinos, as lesões são mais facilmente reconhecíveis. Nas mulheres, porém, elas podem espalhar-se por todo o trato genital e alcançar o colo do útero, uma vez que, na maior parte dos casos só são diagnosticáveis por exames especializados, como o Papanicolau (teste de rotina para controle ginecológico), a colposcopia e outros mais sofisticados.

 

Tratamento:

O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que esteve infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, é necessário tratamento, que pode ser com medicamentos ou cirúrgico.

 

Prevenção:

Entre as formas de prevenção, além do uso de preservativo nas relações sexuais, que também ajuda a prevenir outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), a vacinação e a realização dos exames preventivos regularmente são fundamentais.

A vacina não previne infecções por todos os tipos de HPV, mas dirige-se aos mais frequentes: 6, 11, 16 e 18. É distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e indicada para:

– Meninas e meninos de 9 a 14 anos.
– Mulheres e homens que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos.
– Vítimas de abuso sexual, imunocompetentes, de 15 a 45 anos (homens e mulheres) que não tenham tomado a vacina HPV ou que estejam com esquema incompleto.
– Usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de HIV, com idade de 15 a 45 anos, que não tenham tomado a vacina HPV ou estejam com esquema incompleto (de acordo com esquema preconizado para idade ou situação especial).
– Pacientes portadores de Papilomatose Respiratória Recorrente/PRR, a partir de 2 anos de idade.

O foco da imunização é o grupo que ainda não iniciou a vida sexual, ou seja, antes de contrair o vírus, visto que o sistema imunológico das crianças responde melhor à vacina. Outro ponto a ser considerado é que existe uma grande parcela de adultos que está infectada e não tem conhecimento, portanto, a vacina pode não ser tão eficaz para esse grupo.

 

Fontes:

Dr. Dráuzio Varella
International Papillomavirus Society (IPVS)
Ministério da Saúde
Ministério da Saúde 2
Prefeitura de Aracaju (SE)

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