16/9 – Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose 2026


Celebrado anualmente em 16 de setembro, o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose foi instituído em 2012 por meio da Lei nº 12.629.

A data tem como principais objetivos aumentar a conscientização sobre a doença, reduzir o número de casos não diagnosticados, incrementar medidas para prevenção baseadas em evidências, incentivar sistemas de cuidados de saúde de forma a criar estratégias para garantir melhores práticas para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento, além de incrementar os recursos adequados para estas ações e o apoio à pesquisa de modo a reduzir a carga da doença.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a Trombose Venosa Profunda (TVP), também conhecida como flebite ou tromboflebite profunda, acomete duas a cada mil pessoas por ano no Brasil. ​


A trombose acontece quando um coágulo sanguíneo se forma em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas, bloqueando o fluxo de sangue.

Quando esse coágulo, também chamado de trombo, se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, pode se alojar no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves, inclusive com risco de morte; esse processo chama-se embolia.

A trombose é classificada em dois tipos:

Aguda: Na maioria das vezes o próprio organismo consegue dissolver os coágulos, sem deixar sequelas e sem evoluir para quadros mais graves.

Crônica: Ocorre quando resíduos de um coágulo antigo permanecem no interior da veia após a tentativa do corpo de dissolvê-lo, danificando as estruturas das válvulas e prejudicando o fluxo sanguíneo. Como consequência, o retorno do sangue fica prejudicado e leva ao aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento e endurecimento da pele, além de feridas (úlceras) e outras complicações.


Fatores de risco:

Os principais fatores de risco para a ocorrência da trombose estão relacionados a imobilização prolongada; ao uso de medicamentos como contraceptivos orais, quimioterápicos e tratamentos hormonais; à realização de cirurgias; à hospitalizações e fraturas. Destacam-se, ainda:

– Idade;
– Obesidade;
– Presença de varizes nas pernas;
– Gravidez;
– Pós-parto;
– Tabagismo;
– Câncer;
– AVC (Acidente Vascular Cerebral);
– Traumatismos, principalmente nas extremidades inferiores;
– Doenças crônicas, como insuficiência cardíaca e distúrbios pulmonares;
– Doenças agudas, como infarto do miocárdio e infecções, como pneumonia;


Sintomas:

Os sintomas da trombose são: dor, inchaço, vermelhidão na pele, coloração azul arroxeada, dilatação das veias superficiais, aumento da temperatura local, rigidez da musculatura da panturrilha e dor à palpação.

Quando ocorre embolia pulmonar, há sintomas mais nítidos, como dor no peito, falta de ar, tosse repentina (com possibilidade de expectorar sangue), sudorese e tontura, entre outros.


Tratamento:

O tratamento da trombose deve começar imediatamente após o diagnóstico, com três objetivos principais:

– Impedir o crescimento do coágulo;
– Impedir que o coágulo avance para outras regiões do corpo e, assim, evitar possíveis complicações;
– Reduzir as chances de recorrência da trombose.

De forma geral, a terapia para a trombose é feita por meio de medicamentos anticoagulantes, conforme a gravidade de cada caso.

Pode haver a necessidade de realizar um procedimento para inserir filtros na maior veia do abdômen a fim de impedir que os coágulos sanguíneos se desloquem para os pulmões.

O uso de meias elásticas de compressão é indicado para melhorar o edema causado pela trombose.


Prevenção:

– Ter uma vida saudável;
– Manter boa hidratação;
– Praticar exercícios físicos regularmente;
– Evitar o sobrepeso e a obesidade;
– Não fumar;
– Usar meia elástica de compressão no dia a dia, quando houver indicação médica.


Fontes:

Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Imagem: Assembleia Legislativa de Goiás
Ministério da Saúde
Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein

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