1º/8 – Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo 2026



Celebrado em 1º de agosto, anualmente, o Dia Nacional dos Portadores de Vitiligo foi instituído como data comemorativa em saúde por meio da Lei nº 12.627/2012, com o objetivo de aumentar a conscientização, apoiar, educar e combater o preconceito e o estigma associados à condição.

O problema atinge de 0,5 a 2% da população mundial. No Brasil, mais de um milhão de indivíduos o manifestam (0,54% dos brasileiros); ocorre em 1,2% das pessoas brancas e em 1,9% das pardas/negras e está entre as 25 doenças dermatológicas mais frequentes em todas as macrorregiões do país.


Suas causas ainda não estão claramente estabelecidas, mas vários fatores têm sido associados ao seu desenvolvimento, como:

Autoimunidade: o próprio organismo do indivíduo produz autoanticorpos contra os melanócitos, que são as células que dão a coloração normal à pele, deixando-a sem cor.

Herança genética: aproximadamente 20% dos pacientes com vitiligo têm pelo menos um parente de primeiro grau com a doença.

Fatores ambientais: 10 a 76% dos pacientes com vitiligo atribuem a doença a algum fator precipitante, como alterações ou traumas emocionais, estresse, exposição intensa ao sol e a alguns pesticidas podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.


Tipos:

Segmentar ou unilateral: manifesta-se apenas em uma parte do corpo, normalmente quando o paciente ainda é jovem. Pelos e cabelos também podem perder a coloração.

Não segmentar ou bilateral: é o tipo mais comum; manifesta-se nos dois lados do corpo, por exemplo, duas mãos, dois pés, dois joelhos. Em geral, as manchas surgem inicialmente em extremidades como mãos, pés, nariz e boca.


Há ciclos de perda de cor em que a doença se desenvolve. Depois, há períodos de estagnação. Estes ciclos ocorrem durante toda a vida e sua duração, bem como as áreas despigmentadas, tendem a se tornar maiores com o tempo.

A maioria dos pacientes não manifesta qualquer sintoma além do surgimento de manchas brancas na pele. Entretanto, em alguns casos, os indivíduos relatam sentir sensibilidade e dor na área afetada.

O vitiligo não é contagioso e não traz prejuízos à saúde física. O diagnóstico é essencialmente clínico, pois as manchas brancas têm, geralmente localização e distribuição características. A evolução da doença é variável: pode acometer desde pequenas áreas, até grandes extensões do corpo. Quanto mais precoce for instituído o tratamento, mais chances têm de repigmentação, ou seja, voltar a coloração normal da pele.

O tratamento visa cessar o aumento das lesões (estabilização do quadro) e a repigmentação da pele. A terapia do vitiligo é individualizada e os resultados podem variar consideravelmente entre um paciente e outro. Por isso, somente um profissional médico qualificado (dermatologista) pode indicar a melhor opção.

Não existem formas de prevenção do vitiligo. Como em cerca de 30% dos casos há um histórico familiar da doença, os parentes de indivíduos afetados devem realizar vigilância periódica da pele e recorrer ao médico caso surjam lesões de hipopigmentação, a fim de detectá-la precocemente e iniciar cedo o tratamento.

Os acometidos devem evitar fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes, como usar roupas apertadas, ou que provoquem atrito ou pressão sobre a pele, e diminuir a exposição solar. Controlar o estresse é outra medida bem-vinda.

Infelizmente, o problema ainda provoca estigma e preconceito, o que pode levar as pessoas acometidas a desenvolver sintomas emocionais, com impacto significativo na qualidade de vida e na autoestima. Por isso, em alguns casos, recomenda-se o acompanhamento psicológico, que pode ter efeitos bastante positivos nos resultados do tratamento.


Fontes:

Hospitais Universitários Brasil / Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará
Hospitais Universitários Brasil / Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás
Sociedade Brasileira de Dermatologia

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