30/3 – Dia Mundial do Transtorno Bipolar 2026


 

O Dia Mundial do Transtorno Bipolar tem como foco conscientizar a todos sobre o transtorno e eliminar o estigma e a discriminação social frequentemente associados à condição.

Por meio da colaboração internacional, a campanha objetiva levar informações a diversas populações ao redor do globo, educando-as e aumentando a sensibilidade em relação à doença, incluindo o acesso às pesquisas mais recentes e aos melhores tratamentos.

Desde a sua criação, a data é oficialmente celebrada em 30 de março, dia de nascimento do famoso pintor holandês Vincent van Gogh, diagnosticado postumamente com provável transtorno bipolar.

 

O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica caracterizada por uma forte variação de humor, que oscila entre episódios depressivos e de euforia.

Existem dois tipos de transtorno bipolar: o tipo 1, que acomete cerca de 1% da população mundial, em que há a evidência da euforia, caracterizada por excesso de confiança, mania de grandiosidade, irritabilidade e humor elevado, além de alucinações e delírios.

Já no tipo 2, que atinge de 0,5% a 2% da população, há períodos maiores de depressão e episódios mais brandos de euforia.

A doença costuma se manifestar entre os 16 e os 25 anos de idade, porém, podem ocorrer casos em crianças e em pessoas mais velhas.

A causa exata do transtorno é desconhecida. No entanto, os estudos sugerem que o problema pode estar associado a alterações em determinadas áreas do cérebro e nos níveis de vários neurotransmissores, como noradrenalina e serotonina. Esse desequilíbrio reflete uma base genética ou hereditária. Entre 10 a 20% dos casos, os filhos de pessoas com o transtorno também o desenvolvem.

 

Sinais e sintomas:

As fases depressivas podem ter duração de duas semanas a meses e têm como principais sintomas: falta de prazer, alterações de sono e apetite, baixa energia, diminuição do desejo sexual e ideação suicida.

Os períodos de euforia são considerados por muitos psiquiatras como o momento mais difícil da condição, pois a pessoa sente que está no melhor momento da vida e não acredita que esteja com um problema. Os principais sintomas são humor expansivo, busca por atividades prazerosas, diminuição da necessidade de sono, comportamentos impulsivos que podem estar voltados para o álcool, drogas e jogos de azar.

 

Tratamento:

O transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado. O tratamento inclui o uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida, tais como: fim do consumo de substâncias psicoativas, (cafeína, anfetaminas, álcool e cocaína, por exemplo), o desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação e sono e redução dos níveis de estresse.

A prática da psicoterapia, associada com atividades físicas e boa alimentação apresenta excelentes resultados.

 

O transtorno bipolar tem alto impacto na vida da pessoa e de seus familiares, trazendo significativo comprometimento dos aspectos sociais, ocupacionais e de outras áreas.

O avanço dos medicamentos que tratam a doença diminuiu bastante o tempo que era dispendido em hospitalizações fazendo com que o tratamento domiciliar, centrado no cuidado da família e dos amigos seja de suma importância no suporte ao paciente.

A psicoterapia familiar é indicada para que pacientes e familiares consigam identificar, em suas relações cotidianas, atitudes e comportamentos que possam predispor ao desencadeamento dos sintomas. As atividades de orientação psicoeducacional, por sua vez, concorrem de forma significativa para difundir e compartilhar informações sobre a doença e seu tratamento entre todos os envolvidos.

 

Importância da adesão ao tratamento:

– Redução das chances de recorrência de crises;
– Controle da evolução do transtorno;
– Redução das chances de suicídio;
– Redução da intensidade de eventuais episódios;
– Promoção de uma vida mais saudável.

 

Fontes:

Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)
Dr. Dráuzio Varella
International Society for Bipolar Disorders (ISBD)
PACE Hospitals (Hyderabad/Telangana, India)
Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein

 

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