Abril: Mês da Conscientização da Doença de Parkinson


 

O Mês da Conscientização da Doença de Parkinson, celebrado no mês de abril, anualmente, foi instituído pela Lei nº 14.606/2023 e tem como objetivos:

– Divulgar o tema na comunidade;
– Estimular profissionais com diferentes conhecimentos a contribuir com o aumento da qualidade de vida das pessoas com a doença de Parkinson, bem como com o retardamento dos sintomas da doença;
– Promover a participação dos familiares das pessoas com a doença de Parkinson na definição e no controle de ações e serviços de saúde;
– Dar suporte ao desenvolvimento científico e tecnológico para o tratamento da doença de Parkinson e suas consequências;
– Proporcionar maior divulgação dos sintomas da doença com o intuito de melhorar o diagnóstico precoce;
– Ratificar o direito ao medicamento e às formas de tratamento disponíveis que visem a minimizar os efeitos da doença de Parkinson, de modo a não limitar a qualidade de vida das pessoas com a doença;
– Estimular universidades públicas e privadas a desenvolver atividades de terapias multidisciplinares com as pessoas com a doença de Parkinson;
– Incentivar os profissionais da área de saúde e terapias multidisciplinares que atualizem seus conhecimentos acerca da doença de Parkinson.

Foi estabelecido, ainda, que o símbolo da campanha de conscientização sobre a doença de Parkinson será a tulipa vermelha, desenvolvida pelo floricultor holandês J.W.S. Van der Wereld, que a denominou ‘Tulipa Dr. James Parkinson’, em homenagem ao cirurgião britânico James Parkinson que, em 1817, descreveu um estudo de caso de uma doença que ele chamou de “paralisia trêmula” – uma aflição progressiva que deixava os adultos mais velhos com tremores, fraqueza e incapacidade de controlar o corpo.

Mais de dois séculos depois, a condição hoje conhecida como doença de Parkinson é o segundo distúrbio neurológico mais comum no mundo, afetando cerca de 11 milhões de pessoas.

No Brasil, acomete mais de 500 mil pessoas com 50 anos ou mais, número que pode superar 1,2 milhão até 2060, devido ao envelhecimento populacional.

 

A doença de Parkinson é uma condição que afeta o sistema nervoso central (região do cérebro encarregada de receber e processar informações), principalmente o sistema motor, responsável por controlar os movimentos do corpo.

A principal causa da doença é a morte das células do cérebro, em especial, na área conhecida como substância negra, responsável pela produção de dopamina – um neurotransmissor essencial que atua para regular motivação, prazer, recompensa, controle motor, foco e responsável por controlar os movimentos como andar, escrever e falar.

 

Os sintomas da doença de Parkinson podem ser motores e não motores:

Motores:

– Tremores em repouso (geralmente nas mãos ou dedos).
– Rigidez muscular.
– Lentidão de movimentos.
– Alterações posturais e dificuldade de equilíbrio.
– Passos curtos e arrastados.
– Diminuição do tamanho da letra.

Não Motores:

– Alterações no sono.
– Depressão e ansiedade.
– Dificuldades cognitivas.
– Problemas no sistema digestivo, como constipação.
– Perda do olfato.
– Urgência urinária (vontade urgente de urinar).
– Suor e salivação excessivos.
– Dor.


Tratamento
:

O tratamento da doença de Parkinson tem como objetivo controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida do paciente e impedir o avanço da doença. A abordagem terapêutica é individualizada e pode incluir uma combinação de medicamentos, terapias físicas, ocupacionais e outras intervenções, de acordo com as orientações médicas.

A psicoterapia é indicada em função da ocorrência de depressão, perda de memória e do aparecimento de demências e pode incluir a prescrição de medicamentos antidepressivos e de outros psicotrópicos.

 

Prevenção:

Não existe uma forma conhecida de prevenir a doença de Parkinson de maneira absoluta, pois suas causas exatas ainda não são completamente compreendidas. No entanto, algumas estratégias podem ser consideradas para uma abordagem potencial de prevenção:

– Praticar atividade física regular: tem sido associada a um menor risco de desenvolver a doença. Atividades aeróbicas, como caminhadas, natação e ciclismo, podem ser benéficas.

– Manter uma dieta saudável: a alimentação rica em antioxidantes, como frutas, vegetais, nozes e grãos integrais, pode fornecer benefícios para a saúde cerebral. Algumas pesquisas sugerem que o consumo de cafeína e chá-verde também pode estar associado a um menor risco.

– Praticar atividades cognitivas e sociais: o maior desafio para o cérebro humano é viver em sociedade. A chamada neuroplasticidade, base para frear a doença de Parkinson, depende de novas conexões entre neurônios. Assim, conhecer pessoas e aprender coisas novas são ferramentas de prevenção importantes para doenças neurodegenerativas como Parkinson.

 

Recomendações:

– Procurar um médico ao perceber um ligeiro tremor nas mãos ou ao notar a diminuição do tamanho da letra (micrografia);
– Manter a atividade intelectual; ler, acompanhar o noticiário;
– Não atribuir a perda da expressão facial e o piscar dos olhos menos frequentes ao passar dos anos;
– Praticar atividade física. Fazer exercícios físicos regularmente ajuda a preservar a qualidade dos movimentos.

 

Fontes:

Dr. Dráuzio Varella
Erin Blakemore / National Geographic Brasil
Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Ministério Público de Sergipe
Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein

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