30/8 – Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla 2026


O Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla, celebrado em 30 de agosto, anualmente, foi instituído em 2006, pela Lei nº 11.303, com o objetivo de dar mais visibilidade à doença, além de informar a população sobre o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

A enfermidade foi descrita pela primeira vez em 1868 pelo médico francês Jean-Martin Charcot e, segundo estimativas da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), afeta cerca de 40 mil brasileiros.

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica, progressiva, inflamatória e autoimune, na qual as células de defesa do próprio indivíduo atacam erroneamente o sistema nervoso como se ele não pertencesse ao organismo, provocando lesões cerebrais e medulares.

Os ataques* atingem a mielina ou bainha de mielina – uma camada protetora que envolve a parte alongada (axônios) das células nervosas (neurônios). Rica em lipídios e proteínas, essa capa funciona como um isolante elétrico para acelerar a transmissão dos impulsos nervosos do corpo celular para outras células, como músculos, glândulas ou outros neurônios.

Os danos à mielina interrompem as mensagens (sinais) que os nervos enviam por todo o corpo para realizar funções como visão, sensibilidade e movimento. Como a mielina está presente em todo sistema nervoso central, qualquer região do cérebro pode ser acometida e o tipo de sintoma está diretamente relacionado à área afetada.

*Os ataques, denominados surtos, são as crises inflamatórias que danificam a bainha de mielina causando cicatrizes, também chamadas de placas ou lesões, responsáveis pelos sintomas apresentados pelo indivíduo.

A condição acomete mais mulheres, em uma proporção de duas mulheres para cada homem diagnosticado. As causas da EM ainda são desconhecidas e os sintomas podem variar muito, incluindo alterações visuais, perda de força nos membros, sensação de formigamento, falhas de memória, instabilidade emocional, fadiga, alterações da fala, distúrbios da deglutição e alterações vocais. Caracteriza-se por períodos de surtos e remissões, podendo apresentar um padrão progressivo.


Tratamento:

Embora não exista cura, há tratamentos disponíveis que buscam reduzir a atividade inflamatória e a ocorrência dos surtos ao longo dos anos, ajudando a minimizar os danos e a controlar os sintomas da EM.

Por meio de uma abordagem ampla, que englobe estilo de vida, nutrição, atividade física e aspectos emocionais, bem como o uso de medicamentos, é possível contribuir para a diminuição do acúmulo de incapacidades e melhora da qualidade de vida do paciente.


Recomendações:

– Embora não altere a evolução da doença, é importante manter a prática de exercícios físicos, pois eles ajudam a fortalecer os ossos, a melhorar o humor, a controlar o peso e a atenuar sintomas como a fadiga;
– Quando os movimentos estão comprometidos, a fisioterapia ajuda a reformular o ato motor, dando ênfase à contração dos músculos ainda preservados;
– O tratamento fisioterápico associado a determinados medicamentos ajuda também a reeducar o controle dos músculos responsáveis pela eliminação de fezes e urina (esfíncteres);
– Nas crises agudas da doença é aconselhável que o paciente permaneça em repouso.


Fontes:

Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM)
Cleveland Clinic
Conselho Regional de Fonoaudiologia da 5ª Região
Esclerose Múltipla Brasil
Hospitais Universitários Brasil / Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás
Imagem: Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO 7)
Prefeitura de São Paulo (SP)
Universidade Federal do Pampa (Unipampa/RS)

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