26/8 – Dia do Nascimento de Albert Sabin


Albert Bruce Sabin nasceu em 26 de agosto de 1906 na cidade de Bialystok, Polônia. Para evitar as perseguições contra os judeus, em 1921 emigrou com toda a família para os Estados Unidos, naturalizando-se norte-americano. Obteve seu diploma em 1931, pela Universidade de Nova Iorque, tornando-se médico, microbiologista e pesquisador. Faleceu em 3 de março de 1993, em Washington.

Albert Sabin foi médico interno do Hospital Bellevue (1932-34), fez curso no Instituto Lister de Medicina Preventiva de Londres (1934-35), foi associado do Instituto Rockfeller para pesquisas médicas (1935-37) e professor de pesquisas pediátricas da Universidade de Cincinnati (1939).

Albert Sabin foi médico interno do Hospital Bellevue (1932-34), fez curso no Instituto Lister de Medicina Preventiva de Londres (1934-35), foi associado do Instituto Rockfeller para pesquisas médicas (1935-37) e professor de pesquisas pediátricas da Universidade de Cincinnati (1939).

Desde o início, demonstrou interesse em pesquisa na área de doenças infecciosas. Dedicou 25 anos de sua vida ao estudo da poliomielite, uma infecção viral aguda que pode causar morte ou paralisia e que, na época, havia atingido proporções epidêmicas em todo o mundo.

A primeira vacina contra a poliomielite foi a Salk, injetável, desenvolvida com vírus morto, por Jonas Edward Salk – eficaz na maioria das complicações, mas não era muito eficiente na prevenção da doença.

A partir de 1952, Sabin voltou-se especialmente à obtenção de uma vacina de vírus vivo atenuado, para uso oral, o que conseguiu realizar por volta de 1960.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu testar a vacina mundialmente e Sabin foi convidado a administrá-la em grandes grupos de crianças em algumas partes da Rússia, Holanda, México, Chile, Suécia e Japão.

Nos Estados Unidos, porém, Sabin teve dificuldades para convencer a Fundação de Poliomielite e o Serviço de Saúde Pública norte-americano de que o uso do seu método era melhor que o da vacina anterior produzida por Salk com vírus morto, que só oferecia imunidade corporal, enquanto a sua promove imunidade intestinal e corporal. Além disso, produz imunidade vitalícia, sem a necessidade de vacinação auxiliar.

Comprovada sua eficiência, foi lançada no mercado em 1961/62, eliminando a pólio dos países por ela atingidos. Albert Sabin renunciou aos direitos de patente para facilitar a utilização da vacina em todas as partes do mundo.

Uma vantagem adicional da vacina oral de Sabin, especialmente em países menos desenvolvidos, é a facilidade de administração: deve ser tomada em três etapas, com 6 a 8 semanas de intervalo e renovada anualmente nos primeiros anos de vida da criança.

Nas décadas de 70 e 80, Sabin se empenhou na investigação da relação entre vírus e câncer. Entre 1970 e 1972, foi presidente do Instituto de Ciências de Weizmann, em Israel. Dedicou também boa parte de seu tempo às pesquisas no Instituto Nacional do Câncer, Estados Unidos (1974).


Embora seja mais famoso por ter desenvolvido a vacina oral contra a poliomielite, o legado de Albert Sabin é o de um brilhante cientista e pesquisador que se dedicou a melhorar a saúde mundial por meio de seus vários trabalhos. “Um cientista, que também é um ser humano, não pode descansar enquanto o conhecimento que poderia ser usado para reduzir o sofrimento permanece na prateleira” (A.B. Sabin).


A Poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes, podendo provocar ou não paralisia.

Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

Atualmente a doença permanece endêmica em dois países: Afeganistão e Paquistão. Não há casos confirmados nas Américas e, no Brasil, como resultado da intensa vacinação, o poliovírus selvagem não circula desde 1990. O último caso de infecção pelo poliovírus selvagem no país ocorreu em 1989, na cidade de Souza/PB.

A estratégia adotada para a eliminação do vírus no país foi centrada na realização de campanhas de vacinação em massa com a vacina oral contra a pólio (VOP). O imunizante propicia imunidade individual e aumenta a imunidade de grupo na população geral, com a disseminação do poliovírus vacinal no meio ambiente, em um curto espaço de tempo.

É importante chamar a atenção para o risco de importação de casos oriundos dos países onde ainda há circulação endêmica do poliovírus selvagem (Paquistão e Afeganistão). Desta forma, reforça-se a necessidade de manter ações permanentes e efetivas de vigilância da doença e níveis adequados de proteção imunológica da população.


Prevenção:

A vacinação é a única forma de prevenir a Poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de rotina e na campanha nacional que ocorre anualmente.

Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável – VIP (aos 2, 4 e 6 meses de idade) e mais duas doses de reforço com a vacina oral bivalente VOP (gotinha). A mudança ocorreu em conformidade com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte do processo de erradicação mundial da doença.


O esquema de proteção contra a Pólio pode ser conferido no Calendário Nacional de Vacinação


Fontes:

Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (Proepi)
Centro Cultural do Ministério da Saúde
Ministério da Saúde
Sabin Vaccine Institute

Outras Notícias

Ver todas