“Do Acesso ao Monitoramento: 25 Anos de Avanços para Todo Paciente com LMC” – 22/9 – Dia Mundial da Leucemia Mieloide Crônica 2026

Celebrado anualmente em 22 de setembro, desde 2011, o Dia Mundial da Leucemia Mieloide Crônica (LMC) visa conscientizar sobre essa forma rara de câncer e apoiar pacientes em todo o mundo. Esta data tem um significado simbólico pois a LMC é causada por alterações nos cromossomos 9 e 22, algarismos que simbolizam o referido dia e mês da campanha, cujo objetivo é celebrar os avanços no tratamento desse tipo de câncer do sangue, reconhecer os desafios enfrentados pelos pacientes e renovar os esforços em busca da cura.
2026 marca os 25 anos desde que a primeira terapia-alvo transformou a LMC de um diagnóstico fatal em uma condição controlável. Mas, embora a ciência tenha avançado, o acesso não avançou na mesma medida e, ainda hoje, muitos pacientes enfrentam barreiras para alcançar o tratamento, o diagnóstico e o monitoramento regular.
Como o progresso só é verdadeiro se alcançar a todos, a mensagem deste Dia Mundial é a de que pacientes, defensores da causa, profissionais de saúde, formuladores de políticas e parceiros da indústria precisam se unir e trabalhar juntos, para:
– Melhorar o acesso ao diagnóstico oportuno e ao monitoramento molecular;
– Garantir acesso ininterrupto a tratamento de qualidade;
– Promover o cuidado centrado no paciente e a tomada de decisão compartilhada;
– Reduzir as disparidades no tratamento da LMC entre regiões e sistemas de saúde;
– Fortalecer a educação e a conscientização dos pacientes sobre o monitoramento e as metas do tratamento.
Vinte e cinco anos de progresso devem significar não deixar nenhum paciente com para trás!
A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos. Existem mais de 12 tipos de leucemia, sendo que os quatro principais são leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (CLL).
A LMC caracteriza-se por uma produção excessiva de glóbulos brancos e por ter uma evolução lenta. Acomete em geral pessoas idosas.
Suas causas estão fortemente associadas a uma anormalidade genética nos glóbulos brancos, denominada cromossomo Philadelphia, que provoca a superprodução dessas células, responsáveis pela defesa do organismo. Como consequência, o indivíduo fica mais vulnerável a problemas como infecções. Existem, ainda, fatores de risco associados à doença, como a exposição à radiação e a idade avançada.
Sintomas:
Muitas vezes, o paciente não apresenta sintomas na fase inicial. Quando sintomático, o quadro provoca alterações leves e até imperceptíveis, além de:
– Fadiga;
– Fraqueza;
– Perda de peso;
– Suor excessivo;
– Dor nas articulações e nos ossos.
À medida que a doença evolui, podem surgir:
– Palidez;
– Sangramentos;
– Febre acentuada.
Tratamento:
A escolha do tratamento mais indicado varia de acordo com o quadro clínico do paciente, bem como de fatores como idade e estágio da doença. Além do transplante de células tronco e da terapia medicamentosa, ainda podem ser necessárias a quimioterapia e a radioterapia.
Prevenção e controle:
Não há medidas preventivas conhecidas. O acompanhamento médico e a adesão ao tratamento são fundamentais. Como pode apresentar recaídas, o uso contínuo e correto das terapias é essencial para o controle da doença.
Fontes:
Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale)
Instituto Nacional do Câncer (Inca)
Instituto Vencer o Câncer
Rede D’Or São Luiz (RJ)
World Chronic Myeloid Leukemia (CML) Day
