26/6 – Dia Nacional do Diabetes 2026


O Dia Nacional do Diabetes, comemorado anualmente em 26 de junho, objetiva conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. A data também pretende promover a educação sobre os riscos e complicações da condição, além de reforçar a necessidade de cuidados e acompanhamento adequados para quem já vive com o problema.


A glicose é o principal tipo de açúcar no sangue e fonte primária de energia para o organismo – combustível fundamental para o funcionamento de todas as células, principalmente do cérebro e dos músculos.

Já a insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, tem como principal função permitir que a glicose presente no sangue entre nas células para que o açúcar seja utilizado como fonte de energia ou armazenado para uso futuro.

Quando o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina produzida, as taxas de açúcar (glicemia) no sangue sobem e ocorre a diabetes – uma doença crônica que pode causar complicações graves, como problemas renais, cegueira, amputações e doenças cardiovasculares, caso não seja controlada de forma adequada. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.


De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, cerca de 7% da população brasileira vive com a doença, o que representa um grave problema de saúde pública. Por conta das complicações, aproximadamente 44% de todos os leitos em hospitais gerais são ocupados por pacientes diabéticos, o que torna cada vez mais necessário identificá-lo precocemente e ofertar os cuidados de que precisam, além do acompanhamento adequado para esses indivíduos.


Tipos de diabetes:

Tipo 1: causado pela destruição das células produtoras de insulina em decorrência de defeitos do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que a produzem. Ocorre em cerca de 5 a 10% dos diabéticos; aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

Tipo 2: resulta da resistência à insulina e de deficiência na sua secreção. Ocorre em cerca de 90% dos diabéticos. Se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentá-lo. Dependendo da gravidade pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

Diabetes gestacional: é a diminuição da tolerância à glicose diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto. Sua causa exata ainda não é bem conhecida.

Outros tipos: são decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos. Por exemplo: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.); induzidos por alguns tipos de medicamentos.

Pré-Diabetes: ocorre quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal mas ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar diabetes tipo 1 ou tipo 2. É um sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos, hipertensos e/ou pessoas com alterações nos lipídios.


Obs.: Além das causas genéticas e a ausência de hábitos saudáveis, outros fatores de risco podem contribuir para o desenvolvimento do diabetes, dentre eles:

– Diagnóstico de pré-diabetes;
– Pressão alta;
– Pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes;
– Colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;
– Doenças renais crônicas;
– Diabetes gestacional;
– Mulher que deu à luz criança com mais de 4kg;
– Sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;
– Síndrome de ovários policísticos;
– Apneia do sono;
– Uso de medicamentos da classe dos glicocorticoides;
– Diagnóstico de distúrbios psiquiátricos – esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar.


Sintomas:

Diabetes tipo 1:

– Vontade de urinar diversas vezes ao dia;
– Fome frequente;
– Sede constante;
– Perda de peso;
– Fraqueza;
– Fadiga;
– Nervosismo;
– Mudanças de humor;
– Náusea e vômito.


Diabetes tipo 2:

– Fome frequente;
– Sede constante;
– Vontade de urinar diversas vezes ao dia;
– Infecções frequentes;
– Alteração visual (visão embaçada);
– Dificuldade na cicatrização de feridas;
– Formigamento nos pés;
– Furúnculos.


Tratamento:

Tipo 1: pacientes que apresentam diabetes do Tipo 1 precisam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores considerados normais.

Para essa medição, é aconselhável ter em casa um aparelho, chamado glicosímetro, que será capaz de medir a concentração exata de glicose no sangue durante o dia-a-dia do paciente.

Os médicos recomendam que a insulina deva ser aplicada diretamente na camada de células de gordura, logo abaixo da pele. Os melhores locais para a aplicação são barriga, coxa, braço, região da cintura e glúteo.

Além de prescrever injeções de insulina para baixar o açúcar no sangue, alguns médicos solicitam que o paciente inclua, também, medicamentos via oral em seu tratamento, de acordo com a necessidade de cada caso.


Tipo 2: para pacientes que apresentam diabetes Tipo 2, o tratamento consiste em identificar o grau de necessidade de cada pessoa e indicar, conforme o caso, os seguintes medicamentos/técnicas:

– Inibidores da alfaglicosidase: impedem a digestão e absorção de carboidratos no intestino;
– Sulfonilureias: estimulam a produção pancreática de insulina pelas células;
– Glinidas: agem também estimulando a produção de insulina pelo pâncreas.

O Diabetes Tipo 2 normalmente vem acompanhado de outros problemas de saúde, como obesidade, sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados e hipertensão. Por isso, é essencial manter acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras condições.


Controle da doença e qualidade de vida:

Embora não tenha cura, o diabetes pode ser controlado. A adesão ao tratamento, seja com medicamentos, insulina ou apenas com mudanças no estilo de vida, permite que o paciente tenha qualidade de vida e reduza significativamente os riscos de complicações. Praticar exercícios físicos, ter uma alimentação saudável e realizar exames de rotina são atitudes que salvam vidas e contribuem para um futuro mais saudável.


Prevenção:

A melhor prevenção, não só do diabetes, mas também de outras doenças crônicas, como o câncer, é praticar atividades físicas regularmente, manter uma alimentação saudável e evitar consumo de álcool, tabaco e outras drogas.


Obs.: Diabetes é uma condição crônica e progressiva com grande impacto na saúde de órgãos vitais. Quando não controlada pode levar a várias complicações descritas aqui!


Fontes:

Imagem: Santa Casa Carolina Malheiros
Ministério da Saúde
Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina
Sociedade Brasileira de Diabetes
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

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