Entre cuidado, participação e direitos: adolescentes e jovens na agenda do SUS

Número especial da Saúde em Debate reúne pesquisas, ensaios, revisão, entrevista e relato de experiência que reforçam a proteção social, a escuta e a participação de adolescentes e jovens como dimensões estratégicas da saúde coletiva brasileira.
O primeiro número especial de 2026 da revista Saúde em Debate coloca adolescentes e jovens no centro do debate sobre saúde pública no Brasil. Dedicada ao tema “Políticas de saúde e proteção social para adolescentes e jovens”, a edição reúne contribuições de instituições acadêmicas, de pesquisa e de gestão pública comprometidas com o fortalecimento da agenda de cuidado, proteção e participação social dessa população.
Na apresentação do volume, as autorias propõem um deslocamento de olhar. Em vez de tratar adolescentes e jovens apenas como grupos vulnerabilizados, a edição os reconhece como sujeitos estratégicos para a produção de saúde, equidade e bem-estar social. O debate é atravessado pelos Determinantes Sociais da Saúde, pela centralidade da Atenção Primária à Saúde e pela necessidade de ampliar espaços de escuta e protagonismo no SUS.
O conjunto dos textos revela a amplitude dessa agenda. O número aborda pobreza multidimensional, saúde mental, escola, acesso à informação e aos serviços de saúde, atendimento a adolescentes trans, culturas juvenis, alimentação, uso de cigarros eletrônicos e outras drogas, lesões autoprovocadas, sofrimento psíquico em acolhimento institucional, além do papel da APS na garantia do direito à saúde.
Um dos artigos mostra, por exemplo, que adolescentes de 10 a 17 anos seguem expostos a privações importantes em dimensões como saneamento e trabalho infantil. O dado reforça a necessidade de políticas públicas mais integradas e específicas para essa etapa da vida.
Esta edição especial da Saúde em Debate reafirma que a saúde de adolescentes e jovens é uma dimensão estruturante da equidade, da atenção primária e do próprio projeto civilizatório inscrito na Constituição de 1988. Em um país marcado por desigualdades persistentes, colocá-los no centro das políticas públicas é também disputar o presente e o futuro do SUS.
O fascículo completo da revista está disponível aqui!
Fonte:
Fernanda Regina da Cunha / Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes)
