“Gerações de Prevenção de Infecção: passado, presente, protegidos” : 19 a 25/10 – Semana Internacional de Prevenção de Infecções 2026

Desde 1986, a Semana Internacional de Prevenção de Infecções — realizada na terceira semana de outubro — destaca a importância da prevenção de infecções, com o objetivo de conscientizar as partes interessadas e o público em geral sobre a relevância de evitar a propagação de doenças e agentes infecciosos, garantindo a segurança das pessoas e protegendo a comunidade contra infecções.
O tema de 2026 “Gerações de Prevenção de Infecção: passado, presente, protegidos”, pretende celebrar o histórico e as contribuições de profissionais da área, desde práticas clássicas até inovações futuras como inteligência artificial e sequenciamento genômico, na prevenção e no controle de infecções.
Infecção é a penetração e o desenvolvimento ou a multiplicação de um agente capaz de provocar danos no organismo humano ou animal, podendo ser vírus, bactéria, protozoário, fungos, etc.
Quando a invasão (infecção) por esses agentes causa sinais e sintomas aparentes, diz-se que há uma doença infecciosa.
Muitos agentes infecciosos que entram em contato com o organismo cotidianamente não conseguem provocar uma doença infecciosa em decorrência da atividade do sistema de defesa que cada pessoa tem. De maneira geral, pode-se dizer que o número de indivíduos expostos à infecção é bem maior do que aqueles que realmente desenvolvem a doença.
Dentre os mecanismos de defesa que visam a evitar uma infecção é possível citar a pele, que funciona como uma barreira física, as células de defesa e os anticorpos.
A pele reveste o corpo todo formando uma barreira natural, porém, quando lesionada, pode ser uma porta de entrada para agentes patogênicos. Além da pele, existem as chamadas membranas mucosas – um tecido que reveste as vias respiratórias e o sistema digestório. Essas mucosas apresentam, geralmente, secreções formadas por substâncias que ajudam a matar agentes patogênicos.
A principal arma para defender o organismo dos ataques por agentes infecciosos é o sistema imune, pois atua na identificação do invasor e na sua destruição. Ao nascer, o ser humano já possui um sistema imunológico próprio, capaz de apresentar barreiras naturais quando ameaçado por algum agente infeccioso presente no meio ambiente. Estudiosos afirmam que se não houvesse este sistema protetor a humanidade não existiria.
O sistema imune é constituído por células conhecidas como glóbulos brancos (leucócitos e linfócitos), tecidos hematopoiéticos (medula óssea, responsável pela produção de células de defesa) e órgãos (linfonodos, baço e timo) atuantes na defesa do organismo.
Cada pessoa tem uma resposta imunológica específica, seja pelo seu histórico de exposição ou por sua genética. As vacinas são grande exemplo de estímulo ao sistema imune para evitar infecções.
Ao estimular o sistema de defesa do organismo, as vacinas reduzem o risco de infecções e contribuem para controlar a circulação de doenças na população. Manter a vacinação em dia é uma das principais formas de prevenir doenças e proteger a saúde em todas as fases da vida, começando ainda na gestação. Depois do nascimento, é importante seguir a agenda recomendada no Calendário Nacional de Vacinação que define as vacinas indicadas para cada grupo populacional, como gestantes, bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, povos indígenas.
Medidas para prevenir infecções na comunidade:
– Higienização das mãos: Lavar as mãos com frequência com água e sabão ou usar álcool em gel a 70%;
– Vacinação em dia: Manter o calendário vacinal atualizado para proteger contra doenças graves e grupos de risco;
– Uso de máscaras: Utilizar proteção em locais de grande circulação ou em caso de sintomas gripais;
– Hábitos de higiene: Evitar tocar olhos, nariz e boca sem antes lavar as mãos e manter ambientes ventilados.
Prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde:
– Observar os 5 momentos para a higiene das mãos: Antes e após o contato com o paciente, antes de procedimentos, após risco de fluidos corporais e após tocar superfícies próximas;
– Uso correto de equipamentos de proteção individual: Emprego adequado de luvas, aventais, óculos e máscaras pela equipe de saúde;
– Manejo de dispositivos invasivos: Cuidado rigoroso na inserção e manutenção de cateteres e sondas, evitando permanência desnecessária;
– Uso racional de antimicrobianos: Evitar a resistência bacteriana por meio do controle no uso de antibióticos.
Como parte das atividades alusivas à Semana Internacional de Prevenção de Infecções, a Association for Professionals in Infection Control and Epidemiology (APIC / Canada), promove o evento: “Advancing Infection Prevention Through AI” (Avançando na prevenção de infecções por meio da IA).
O encontro, que ocorrerá em 20 de outubro de 2026, pretende realizar uma análise oportuna de como a inteligência artificial está moldando a prevenção e o controle de infecções. Por meio de sessões conduzidas por especialistas, estudos de caso e pesquisas emergentes, os participantes explorarão aplicações práticas da IA na prevenção e controle de infecções, oportunidades e desafios de implementação e o importante papel que os profissionais de prevenção de infecções podem desempenhar na orientação da implantação responsável dessas tecnologias em suas organizações.
Informações: Association for Professionals in Infection Control and Epidemiology (APIC / Canada)
Fontes:
Australasian College for Infection Prevention and Control (ACIPC / Austrália)
Biologia.Net (Rede Omnia – Goiânia, GO)
Hospital São José (SC)
Instituto CCIH+ / SP
International Society for Infectious Diseases (ISID / EUA)
Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Infectologia
Sociedade Brasileira de Parasitologia
